Crise na Europa: decomposição da União, desagregação da Direita e profunda transição na Esquerda

http://www.sedufsm.org.br/inc/fotoresize.php?imagem=http://www.sedufsm.org.br/midia/2012/03/F23-943.jpg&tmh=400Entrevista de Achille Lollo com o Professor Osvaldo Coggiola

O que é hoje a Europa? O que sobra do projeto político institucional que na de cada de noventa fez tremer os Estados Unidos, do momento que com o novo bloco de nações européias poderia ter surgido uma nova potência financeira, industrial, e militar capaz de por em discussão a própria essência do imperialismo estadunidense, enfraquecido com a crise do dólar, e assim contribuir a rediscutir os elementos geo-estratégicos conflituais no mundo. Porém, nada disso aconteceu e, hoje a União Européia, mergulha em uma profunda crise sistêmica que ainda não tocou o fundo porque o governo da Alemanha impediu  a queda e a dissolução do bloco europeu. 

Argumentos que o professor da USP Osvaldo Coggiola –   convidado por falar dos processo políticos da América Latina em diferentes eventos realizados em Roma e Napoles – abordou na entrevista que Achille Lollo, realizou em Roma para o jornal Brasil De Fato

Brasil De Fato — Nos últimos anos, a maior parte dos países da União Européia sofreram com uma crise que não é apenas financeira, mas, sobretudo,  econômica, política e social. Uuma crise que  recolocou em discussão o conceito de Europa unida questionando, também, o projeto institucional da União Européia. Você não ficou surpreendido pela dinâmica desse fenômeno?

 Osvaldo Coggiola: “Todo o mundo ficou surpreendido porque a União Européia era um projeto que se afirmou logo depois o fim do bloco socialista, em 1991, anexando pacificamente alguns estados que integravam o Pato de Varsóvia, além de espalhar sua influência em todas as nações da ex-URSS. É bom lembrar que a União Européia se apresentava com um rico mercado interno de 500 milhões de consumidores e uma estrutura política e institucional cuja principal novidade era a diversidade política e pluri-nacional. Um novo bloco capitalista que, em termos estratégicos, havia contribuído bastante em derrotar o bloco dos paises socialistas. Características que reforçavam sua estabilidade econômica.

Agora temos outra surpresa, pois a União Européia que foi o maior projeto do capitalismo, em nível mundial, hoje, em função da crise econômica está vivendo um processo de decomposição cujas imediatas conseqüências são os sinais de uma forte e longa recessão.”

Brasil De Fato —  A introdução do Euro e a criação da BCE (Banco Central Europeu) foram o símbolo da magnitude da União Européia, tanto que Saddam Hussein e tantos outros governos do Terceiro Mundo haviam começado a trocar suas reservas em dólares, além de exigir que os pagamentos das matérias primas fossem em Euro. Como explica que, hoje, em muitos países  europeus haja quem considera o Euro e a BCE a causa principal da crise do projeto institucional da União Européia?

 Osvaldo Coggiola: “ Quando a União Européia atingiu seu o nível de novo bloco capitalista com uma economia industrial pujante e uma moeda muito mais forte que o dólar houve a impressão de que esse novo bloco veio para substituir os Estado Unidos na liderança do mundo capitalista. Porém,  em termos políticos, isso não  aconteceu e no seu lugar, após os primeiros vinte anos reparamos que o processo de desagregação começou a se manifestar em muitas regiões da União Européia como resposta para romper as rígidas regras da união monetária que salvaguardam a existência do Euro.”

Brasil De Fato — E quais  são os tempos desse processo de desagregação?

 Osvaldo Coggiola: “  É evidente que não teremos uma explosão estelar mas, sim, haverá o que estamos vivendo hoje, isto é um fenômeno de gradual desagregação do projeto europeu a  partir do contexto social para depois  atingir, as estruturas políticas. Um processo que a Grécia está vivendo do momento que somente com a saída da União Européia o governo grego poderia livrar-se das rígidas regras de política monetária do Euro e, assim, voltar a antiga moeda nacional, a dracma. Somente fora do Euro o governo grego pode desvalorizar sua moeda quanto for necessário para transformar a Grécia em uma potência micro-exportadora de  serviços e produtos manifaturados.  É também verdade que com  o retorno à dracma e a retomada soberania monetária o governo poderia, de fato, acertar o ajuste da  economia, mas os trabalhadores pagarão um preço enorme porque  seus salários serão os mais inflacionados.”

Brasil De Fato — Em todas as manifestações contra a crise realizadas nos países da União Européia o vilão foi  sempre a Alemanha. Por qual motivo a Alemanha promove o crescimento na sua economia e, depois, no Parlamento Europeu exige políticas recessivas para os países europeus que estão em crise?

 Osvaldo Coggiola: “ As manifestações dos jovens  e dos desempregados, bem como as greves gerais que as  centrais sindicais promoveram na Espanha, Portugal, França, Bélgica, Irlanda, Itália e sobretudo na Grécia visam denunciar a postura da política recessiva do bloco europeu, cujo coração e  cérebro são representados unicamente pelo governo da Alemanha e seu Banco Central. Agora, para  salvar os bancos  alemães – que  são os que mais se apoderaram dos títulos soberanos da divida pública dos outros  estados  europeus – e para dar continuidade ao expansionismo industrial alemã, Ângela Merker não tem outra saída que exigir aos outros governos  europeus mais cortes nos seus orçamentos juntamente. Em segundo lugar a Alemanha e  a BCE exigem que o pagamento das dividas seja garantido com os capitais que originariamente deveriam financiar os investimentos infra-estruturais. É nessas condições de crise que a Alemanha se confirma como o único grande centro econômico eficiente do bloco europeu. De forma que, em termos político, é o governo da Alemanha que começa  a ditar regras para os países da União Européia transformando-se no verdadeiro dominador do bloco europeu. Uma preponderância que em termos geo-estratégicos é muito complexa e até perigosa porque evidencia  certas tendências da Alemanha que levam a tratar as nações em crise como seus protetorados.”

Brasil De Fato — Nessa situação os governo da direita européia  se transformam em meros serventes do mercado e  da BCE perdendo seu original papel nacionalista. Quais as conseqüências?

 

Osvaldo Coggiola: “ Sem duvida isso tudo alimenta a decomposição da direita na Europa e o exemplo mais vibrante é a crise dissolvente do partido de Berlusconi, o PDL. De fato, o principal partido da  direita italiana está sofrendo uma grave crise política porque lhe faltam os conteúdos ideológicos, do momento que o agravar-se da crise econômica na realidade é um fenômeno de crise recessiva provocada pelo próprio bloco capitalista que eles tanto apóiam. Por isso, e não há mais dúvida, todos os partidos da direita européia entraram nesse processo, gradual,mas também muito dinâmico de decomposição ideológica e também política.”.

Brasil De Fato — Também os partidos social-democratas e os socialistas reformistas que apoiaram os projetos neoliberais sofreram pesadas derrotas e seus eleitores continuam diminuindo. Acha que nunca mais teremos maiorias e governos como os de Mitterrand, Willy Brandt ou Olaf Palme?

Osvaldo Coggiola: “  É evidente que essa crise tem raízes mais profundas das que já apontei e que, por isso, abrangem também os partidos da dita social-democracia e os socialistas reformistas que, sobretudo nos anos oitenta integraram o poder do estado capitalista que  se  serviu deles para  atrair na área do poder também partidos da esquerda comunista. Foi o que  aconteceu na França com o governo de François Mitterrand onde o Partido Comunista Francês (PCF) ocupava importantes pastas. Hoje, nas últimas  eleições o PCF não consegui alcançar nem o 3% e por  absurdo, em um país como a França os comunistas do PCF foram superados pelos trotskistas! Na Espanha o PSOE foi facilmente derrotado porque amplas faixas de seus eleitores não foram votar por considerar o PSOE responsável da crise.

Portanto todos esses partidos que ocupam a área do centro-esquerda entraram em decadência pelo simples fato de ter acreditado que o processo de acumulação nos países da União Européia continuaria estável e, assim continuar a representar nos parlamentos as camadas sociais que se beneficiavam da estabilidade.  Porém quando esse cenário se  inverteu com a ruptura da estabilidade e o avanço de uma grande crise social, esses partidos, social-democratas, socialistas-reformistas, euro-comunistas amargaram o sabor das derrotas, da decadência e sobretudo da anti-política de que o  exemplo mais evidente é o Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo na Itália.”

Brasil De Fato — Você acredita que para  além dos grupos da anti-política e os partidos da esquerda organizada em decadência há uma outra esquerda em formação que está surgindo das cinzas históricas da esquerda comunista e também das cinza do movimentismo pacifista, altermondista, ambientalista?

Osvaldo Coggiola: “  Quando o processo de acumulação capitalista – que se pensava não ser eterno mas que deveria durar ainda por um longo período nas nossa história – entrou em crise a partir de 2006, houve explosões  sociais a quem a esquerda organizada não soube dar uma resposta política e organizativa adequada. Não soube transformar essas explosões em um projeto alternativo à crise. Os  exemplos mais  claro disso tudo os  encontramos na Grécia e na Espanha onde houve autênticas rebeliões populares contra a crise profunda que, se diluíram no tempo porque a esquerda organizada não conseguiu construir uma alternativa.

Consequentemente, na Espanha o movimento “Os Indignados” começou a  questionar todos os partidos políticos, inclusive os da esquerda misturando a  anti-política com a  alternativa. Criou-se um vaquo  e nas eleições de 2011 a direita ganhou com muita facilidade. Na Grécia surgiu o movimento “Siriza” que dizia querer reunificar a esquerda popular, porém a esquerda organizada, isto é os  comunistas do PKK  permaneceram fora desse movimento. Mesmo assim o “Siriza, apesar de ser  praticamente improvisado, quase foi majoritário nas  eleições onde não quis formar uma frente popular com os  comunistas do PKK.

Isso tudo significa que, na Europa estamos em um período de profunda e complexa transição política que abrange, antes de tudo a esquerda organizada e os movimentos.  Uma transição que vai definindo os conteúdos de suas propostas políticas e organizativas em conseqüência dos fenômenos que a crise do bloco europeu irá produzir em cada país”.

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália e editor do programa TV “Quadrante Informativo”.

La profonda crisi di un sogno capitalista

Europa – Decomposizione dell’Unione, disgregazione della Destra e profonda transizione nella Sinistra

Intervista a Osvaldo Coggiola

di Achille Lollo*

Che cosa è oggi l’Europa? L’Europa è ciò che resta del progetto politico istituzionale che nella decade dei ’90 ha fatto tremare gli Stati Uniti, dal momento che con il nuovo blocco di nazioni europee poteva sorgere una nuova potenza finanziaria, industriale e militare, capace di mettere in discussione la profonda essenza del capitalismo statunitense, indebolito dalla crisi del dollaro, e così contribuire a ridiscutere gli elementi geo-strategici conflittuali nel mondo. Tuttavia, niente di tutto ciò è successo e oggi l’Unione Europea affonda in una profonda crisi sistemica che ancora non ha toccato il fondo, perché il governo tedesco ha impedito la caduta e la dissoluzione del blocco europeo.

Argomenti che il professore dell’Università di San Paolo Osvaldo Coggiola – invitato a parlare dei processi politici dell’America Latina in differenti eventi realizzati a Roma e a Napoli – ha affrontato nell’intervista per il giornale Brasil de Fato.

Brasil de Fato- Negli ultimi anni, la maggior parte dei paesi dell’Unione Europea ha sofferto una crisi che non è solo finanziaria ma, soprattutto, economica, politica e sociale. Una crisi che ha rimesso in discussione il concetto dell’Europa Unita, criticando anche il progetto istituzionale dell’Unione Europea. Non è rimasto sorpreso dalla dinamica di questo fenomeno?

Osvaldo Coggiola: Il mondo intero è rimasto sorpreso perché l’Unione Europea era un progetto che si è affermato subito dopo la fine del blocco socialista, nel 1991, annettendo pacificamente alcuni stati che facevano parte del Patto di Versavia, oltre a diffondere la sua influenza in tutte le nazioni dell’ex-Urss. È bene ricordare che l’Unione Europea si presentava come un ricco mercato interno di 500 milioni di consumatori e una struttura politico-istituzionale, la cui novità principale era la diversità politica e plurinazionale. Un nuovo blocco capitalista che, in termini strategici, aveva contribuito abbastanza a sconfiggere il blocco dei paesi socialisti. Caratteristiche che rafforzavano la sua stabilità economica. Adesso abbiamo un’altra sorpresa, perché l’Unione Europea, che è stato il maggior progetto capitalista a livello mondiale, oggi, in seguito alla crisi economica, sta vivendo un processo di decomposizione le cui immediate conseguenze sono i segnali di una forte e lunga recessione.

L’introduzione dell’Euro e la creazione della Banca Centrale Europea (BCE) sono stati il simbolo della grandezza dell’Unione Europea, tanto che Saddam Hussein e tanti altri governi del Terzo Mondo avevano cominciato a cambiare le loro riserve in dollari, oltre a esigere che i pagamenti delle materie prime fossero in euro. Come spiega che oggi, in molti paesi europei, vi è chi considera l’Euro e la BCE come la causa principale della crisi del progetto istituzionale dell’Unione Europea?

Quando l’Unione Europea ha raggiunto lo status di nuovo blocco capitalista, con un’economia industriale temibile e una moneta molto più forte del dollaro, si ebbe l’impressione che questo nuovo blocco avrebbe sostituito gli Stati Uniti alla guida del mondo capitalista. Tuttavia, in termini politici, questo non è successo e invece, dopo i primi venti anni, ci siamo resi conto che è cominciato un processo di disgregazione in molte regioni dell’Unione Europea, come reazione volta a rompere le rigide regole dell’unione monetaria che salvaguardano l’esistenza dell’Euro.

E quali sono i tempi di questo processo di disgregazione?

È evidente che non avremo un’esplosione stellare ma sì avremo quello che stiamo vivendo oggi. Cioè, un fenomeno di graduale disgregazione del progetto europeo, a partire dal contesto sociale, per poi toccare le strutture politiche. Un processo che sta vivendo la Grecia, dal momento che solo con l’uscita dall’Unione Europea il governo greco potrebbe liberarsi dalla rigide regole di politica monetaria dell’Euro e, così, tornare all’antica moneta nazionale, la dracma. Solo fuori dall’Europa, il governo greco può svalutare la propria moneta nella misura del necessario, per trasformare la Grecia in una potenza micro-esportatrice di servizi e prodotti manifatturieri. È anche vero che con il ritorno alla dracma e la recuperata sovranità monetaria, il governo potrebbe, di fatto, riassestare l’economia, ma i lavoratori pagheranno un prezzo enorme perché i loro salari saranno i più inflazionati.

In tutte le manifestazioni contro la crisi realizzate nei paesi dell’Unione Europea, la “cattiva” è stata sempre  la Germania. Per quale motivo la Germania promuove la crescita della propria economia e, poi, nel Parlamento Europeo esige politiche recessive per i paesi europei che sono in crisi?

Le manifestazioni dei giovani e dei disoccupati, come anche gli scioperi generali che hanno promosso le centrali sindacali in Spagna, Portogallo, Francia, Belgio, Irlanda, Italia e soprattutto in Grecia hanno inteso denunciare la posizione politica recessiva del blocco europeo, il cui cuore e cervello sono rappresentati unicamente dal governo della Germania e dalla sua Banca Centrale. Adesso, per salvare le banche tedesche – che sono quelle che più si sono appropriate del debito pubblico degli altri stati europei – e per dare continuità all’espansionismo industriale tedesco, Angela Merkel non ha altra possibilità che esigere  agli altri governi europei più tagli dei loro investimenti complessivi. In secondo luogo, la Germania e la BCE  esigono che il pagamento dei debiti siano garantiti con i capitali che originariamente dovrebbero finanziare gli investimenti infra-strutturali. È in queste condizioni di crisi che la Germania si conferma come l’unico grande centro economico efficiente del blocco europeo. Di modo che, in termini politici, è il governo della Germania che comincia a dettare regole per i paesi dell’Unione Europea, trasformandosi nel vero dominatore del blocco europeo. Una preponderanza che in termini geo-strategici è molto complessa e finanche pericolosa, perché evidenzia certe tendenze tedesche che tendono a trattare le nazioni in crisi come suoi protettorati.

In questa situazione, i governi della destra europea si trasformano in semplici servi del mercato e della BCE, perdendo il loro originale ruolo nazionalista.  Quali sono le conseguenze?

Senza dubbio, tutto ciò alimenta la decomposizione della destra in Europa e l’esempio più chiaro è la crisi dissolvente del partito di Berlusconi. Di fatto, il principale partito della destra italiana sta soffrendo una grave crisi politica perché gli mancano i contenuti ideologici, dal momento che l’aggravarsi della crisi economica nella realtà è un fenomeno di crisi recessiva provocato dallo stesso blocco capitalista che essi tanto appoggiano. Per questo, e non c’è più dubbio, tutti i partiti della destra europea sono entrati in questo processo graduale, ma anche molto dinamico, di decomposizione ideologica e insieme politica.

Anche i partiti social-democratici e i social-riformisti che hanno appoggiato i progetti neoliberali hanno sofferto pesanti sconfitte e i loro elettori continuano diminuendo. Lei crede che non avremo più maggioranze e governi come quello di Mitterrand, Willy Brandt o Olaf Palme?

È evidente che questa crisi ha radici più profonde di quelle che ho sottolineato e che, pertanto, abbraccia anche i partiti della cosiddetta social-democrazia e i social-riformisti che, soprattutto negli anni ottanta, hanno fatto parte del potere dello Stato capitalista, che si è servito di loro per attrarre nell’area del potere anche i partiti della sinistra comunista. È quello che è successo in Francia con il governo di F. Mitterrand, dove il Partito Comunista Francese (PCF) occupava incarichi importanti. Oggi, nelle ultime elezioni, il PCF non è riuscito a raggiungere neanche il 3% e per assurdo, in un paese come la Francia, i comunisti del PCF sono stati superati dai trotskisti! Nella Spagna, il PSOE è stato facilmente sconfitto perché ampie fasce del suo elettorato non sono andati a votare, considerando il PSOE responsabile della crisi.

Pertanto, tutti questi partiti che occupano l’area del centro-sinistra sono entrati in decadenza per il semplice fatto che hanno contribuito a che il processo di accumulazione nei paesi dell’Unione Europea andasse avanti stabilmente e, così, hanno continuato a rappresentare nei parlamenti gli strati sociali che si beneficiavano della stabilità. Tuttavia, quando questo scenario si è invertito con la rottura della stabilità e l’avanzamento di una grande crisi sociale, questi partiti social-democratici, social-riformisti ed euro-comunisti hanno provato l’amaro sapore della sconfitta, della decadenza e soprattutto dell’anti-politica, della quale l’esempio più evidente è il Movimento Cinque Stelle di Beppe Grillo in Italia.

Lei crede che al di là dei gruppi dell’anti-politica e dei partiti della sinistra organizzata in decadenza, ci sia un’altra sinistra in formazione che sta sorgendo dalle ceneri storiche della sinistra comunista e anche dalle ceneri del movimento pacifista, altro mondista, ambientalista?

Quando il processo dell’accumulazione capitalistica, che si pensava non essere eterno, ma che doveva durare ancora un lungo periodo nella nostra storia – è entrato in crisi a partire del 2006, ci sono state esplosioni sociali alle quali la sinistra organizzata non ha saputo dare una risposta politica e organizzativa adeguata. Non ha saputo trasformare queste esplosioni in un progetto alternativo alla crisi. Gli esempi più chiari di ciò li ritroviamo in Grecia e in Spagna, dove ci sono state autentiche ribellioni popolari contro la crisi profonda, che si sarebbero diluite nel tempo perché la sinistra organizzata non è riuscita a costruire un’alternativa.

Di conseguenza, in Spagna, il movimento degli “Indignati” ha cominciato a mettere in discussione tutti i partiti politici, incluso quelli della sinistra, mischiando l’anti-politica con l’alternativa. Si è creato un vuoto nelle elezioni del 2011 e la destra ha vinto con grande facilità. In Grecia è nato il movimento Syriza che diceva di voler riunificare la sinistra popolare, tuttavia la sinistra organizzata, cioè i comunisti del KKE sono rimasti fuori da questo movimento. Anche così il Syriza, nonostante fosse praticamente improvvisato, è quasi risultato maggioritario nelle elezioni nelle quali non ha voluto formare un fronte popolare con i comunisti del KKE.

Tutto ciò significa che, nell’Europa siamo in un periodo di profonda e complessa transizione politica che include, prima di tutto, la sinistra organizzata e i movimenti. Una transizione che va definendo i contenuti delle proposte politiche e organizzative in conseguenza dei fenomeni che la crisi del blocco europeo produrrà in ogni paese.

*giornalista italiano, corrispondente di Brasil de Fato  in Italia e curatore del programma  TV Quadrante Informativo.

[trad. per ALBAinformazione di Marco Nieli]

 

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